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segunda-feira, 5 de março de 2012
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Entenda como funciona um pneu de motocicleta
Os pneus das motos são responsáveis pelo contato que a máquina tem com o solo, é por meio deles que a locomoção do veículo pode ser feita, não sem antes uma série de engrenagens que brotam do interior do motor chegar até a corrente. Então, fique atento, porque hoje é o dia de desvendar o pneu, um dos principais componentes das motocas.
Calibragem
Principal ator por fazer as motos se deslocarem, os pneus também são responsáveis por criar atrito no asfalto e, consequentemente, instituir uma força de arrasto maior. É como as aves: as asas as mantêm no céu, mas também dificultam as chances de voar mais rápido por causa do atrito que os membros de nossos amigos plumados exercem sobre o ar. Ok, deixemos as aves de lado.
Gerando o arrasto, o que vai determinar a quantidade maior ou menor de combustível consumido, neste quesito, é a calibragem. “A calibragem correta pode ser encontrada nos manuais dos proprietários das motocicletas e na própria motocicleta. Sempre observar o que o fabricante da motocicleta indica, pois além de depender do peso do veículo e da carga, existe a distribuição de peso entre os eixos, da potência e da velocidade que o veículo pode alcançar”, explica o gerente técnico da Rinaldi Pneus, João Umberto Volpato. O gerente também afirma que “pneus com baixa pressão de inflação causam superaquecimento, diminuem a resistência ao rolamento na estrada, provocam o desgaste irregular, danos internos e rachaduras, reduzindo desta forma sua vida útil. Além disso, pode elevar o consumo de combustível com o aumento da área de contato. Já os pneus com pressão de inflação alta tornam o veículo mais ‘duro’, sujeitando-os a danos por impacto, desgaste acentuado no centro da banda de rodagem, entre outros problemas”.
Quem vai se dar pior, para início de conversa, é a famosa banda de rodagem, feita de vários tipos de borrachas sintéticas, que vai se desgastar irregularmente.
Apesar de tudo isso, as motos não precisam passar por rodízios, como acontece costumeiramente com os carros. Segundo Volpato, “os pneus dianteiros normalmente possuem diâmetro diferente do traseiro, logo, não é possível fazer o rodízio. Mesmo quando os diâmetros dianteiro e traseiro são iguais, medidas como largura são distintas, bem como as capacidades de carga e de velocidade”.
Também não vale usar pneus recauchutados ou que tenham recebido qualquer tipo de reforma, já que não existe qualquer processo de controle de qualidade.
Troca
Certamente as trocas devem obedecer às especificações do fabricante, porém, os pneus, como qualquer outro produto têm uma validade. “Eles possuem prazo de validade, normalmente cinco anos da data de fabricação. O que deve ser levado em consideração é como o pneu está ou foi utilizado e o índice de desgaste que cada pneu possui, também identificado no pneu com T.W.I. (Tread Wear Indicator) ou com um triângulo, no ombro do pneu, mas com o indicativo na banda de rodagem. Quando o desgaste da banda de rodagem estiver alcançando o T.W.I., é recomendada a sua troca. Esta regra vale para pneus bem utilizados e sem danos sofridos”, diz Volpato. É desnecessário dizer que pneus em más condições de uso devem ser trocados imediatamente, evitando qualquer risco de acidente.
Bolhas
E já que o assunto é acidente, devemos ficar atento às bolhas que podem aparecer nos pneus. Esses componentes são feitos de várias camadas de tecidos, que quando passam por um processo de vulcanização se fundem e deixam o pneu com um aspecto uniforme, pronto para rodar. Contudo, uma topada mais forte, um buraco meio invisível no meio da noite pode romper essas camadas, e conforme a moto vai rodando, o pneu danificado vai soltando as fibras internas dos tecidos. Com isso, o aquecimento do pneu vai aumentar e o calor fará aumentar o espaço danificado, e quando menos esperar o motociclista verá a bolha saltando aos olhos. Neste caso, só há uma coisa a fazer: trocar. “Bolhas podem se alastrar e causar até o rompimento ou separação da banda de rodagem ou o desbalanceamento do pneu, vibração, entre outros danos que podem acarretar num sério acidente”, diz o gerente.
Outros fatores
Causas diversas podem acelerar o desgaste dos pneus, a mais comum é a forma de pilotar. Volpato diz que “é fundamental dirigir com regularidade e com velocidades compatíveis com o tipo de estrada. Por estes motivos, a maneira de dirigir influi diretamente no desempenho final do pneu. Evite freadas e acelerações bruscas”.
As estradas também levam grande culpa nesse ciclo, para o gerente “o tipo de pavimento tem influência direta na vida dos pneus. Quanto mais abrasiva e precária a condição do pavimento, menor será sua vida útil (quilometragem). Estradas com muitas curvas, desníveis, subidas e descidas exigem mais do pneu. Os efeitos de arrastamento, freadas e acelerações diminuem também sua duração. Devem-se evitar impactos violentos contra obstáculos, buracos, meio fio, que podem danificar a carcaça”.
Do que é feito um pneu
Feixe de cabos do talão: são cabos super-resistentes cobertos com borracha;
Carcaça do pneu: é um componente do pneu feito de vários tipos de lona;
Flanco : são responsáveis pela estabilidade lateral do pneu;
Banda de rodagem: é feito de misturas de borrachas sintéticas;
Como é produzido
A construção de um pneu passa por um processo produtivo bem complexo, que vai desde a preparação da borracha até a produção de itens para compor o produto final. As partes de um pneu contam com propriedades físicas e químicas diferentes. Cada detalhe é estudado para alcançar sempre o melhor desempenho.
O processo de fabricação é controlado e ocorre de acordo com especificações técnicas e procedimentos pré-determinados. O objetivo é garantir aspectos como segurança, uniformidade de peso e geometria, simetria, controle de compostos de borracha, grau de vulcanização, repetibilidade do processo e rastreabilidade, entre outros.
Novas regras para uso de reciclados
No último dia 24 de junho, o Supremo Tribunal Federal (STF) acabou com a polêmica sobre a importação de pneus usados, proibindo a entrada desses produtos no mercado brasileiro, o que vale também para as motos. A decisão atendeu ao pedido do Governo Federal, que contestou decisões judiciais anteriores autorizando a importação. O presidente Luis Inácio Lula da Silva defendeu a proibição com a alegação de que os pneus usados geram riscos ao meio ambiente e à saúde pública.
A maioria dos juízes que participou da votação concluiu que a Constituição Brasileira estabelece que o Estado tem de zelar pela saúde e pelo meio ambiente ecologicamente equilibrado. A maioria dos juízes considerou que os pneus usados que entram no Brasil é somente “lixo ambiental”.
O julgamento havia sido iniciado no dia 11 de março, mas foi interrompido por um pedido de vista do ministro Eros Grau. Na ocasião, o advogado geral da União, José Antônio Dias Toffoli, foi favorável à proibição. Como argumento, ele afirmou que a importação de pneus usados é inconstitucional. Conforme disse, o Brasil importou 10 milhões de pneus usados em 2005, 7,2 milhões em 2006 e 7 milhões em 2008.
Na Convenção Internacional da Indústria de Pneus, ocorrida entre os dias 13 e 15 de abril em São Paulo, foram debatidas essas novas mudanças.
A expectativa deste mercado para 2010
O ano de 2010 será promissor para a indústria brasileira de pneus. A curva descendente que ocupou as planilhas dos executivos do setor, nos últimos anos, deverá ser finalmente revertida, tomando um caminho ascendente.
A expectativa favorável é baseada não apenas na conjuntura macroeconômica, que sinaliza recuperação no ritmo de desenvolvimento econômico, como também nas recentes conquistas representadas pelas medidas antidumping contra os pneus chineses importados da China, tanto comerciais como de passeio. “Nos últimos anos, perdemos mais de 20% do mercado doméstico devido aos preços baixos do custo dos pneus chineses importados”, explica Eugênio Deliberato, presidente da Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (ANIP). Além disso, ele lembra a queda de quase 30% das vendas externas, motivadas pela retração da economia mundial.
A participação do setor no Produto Interno Bruto (PIB) da indústria de transformação é de 0,8%, com o valor da produção, em 2008, atingindo R$ 10,6 bilhões, e o volume em 66,4 milhões de unidades, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Desse total, as vendas internas dos produtos nas principais categorias (automóveis, ônibus e caminhões) chegaram a 60 milhões de unidades, as importações 14 milhões e as exportações totalizaram 20,4 milhões de unidades. No mesmo ano, as exportações ficaram em US$ 1,4 bilhão, sendo que a balança comercial foi positiva em US$ 444 milhões.
O parque fabril brasileiro de pneus é composto por 14 plantas distribuídas pelo País da seguinte forma: sete no Estado de São Paulo; duas no Rio Grande do Sul; duas no Rio de Janeiro; e três na Bahia. Ao todo, a indústria é responsável por 21 mil empregos diretos e 100 mil indiretos. O setor é apoiado por uma rede de revendedores, responsável por 4 mil pontos de venda autorizados e 40 mil empregos.
Maior fábrica de todas
A Pirelli é uma das maiores de pneus para motos no mundo, uma delas fica no Brasil, em Gravataí, Rio Grande do Sul, e a outra se localiza em Breuberg, na Alemanha. Em Sumaré, no Estado de São Paulo, está localizado o Campo Provas Pneus Pirelli, pioneiro na América Latina, que completou 20 anos em 2008 e compõe um dos mais importantes Centros de Pesquisa e Desenvolvimento da empresa no mundo: o de Santo André. Com perfeita integração, em tempo real, aos demais Centros que a empresa possui na Itália, Alemanha, Estados Unidos e Reino Unido, a unidade de estudos brasileira está capacitada a desenvolver, receber e aplicar as mais avançadas tecnologias na produção de pneus para uma gama completa de aplicações, e nos campeonatos off-roads também marca presença com os modelos Scorpion MX MidSoft 32, Scorpion MX Soft 410, Scorpion MX Mid Hard 454, Scorpion MX Hard 486, Scorpion MX Extra.
Cuidados com os pneus
A loja de pneus Della Via, por exemplo, disponibiliza no site (www.dellavia.com.br) algumas dicas e sugestões para manter os pneus em ordem sem deixar que a ação de solventes ou outros produtos danifiquem os compostos. Segue abaixo:
1- As pressões devem ser verificadas regularmente em pneus frios (incluindo o de reserva). Nunca reduza a pressão do ar enquanto os pneus estiverem quentes, pois é normal que ela cresça além das pressões frias.
2- Os pneus devem ser substituídos quando suas superfícies demonstrarem sinais de desgaste, mesmo que o desgaste seja somente parcial (ex.: desgaste irregular).
3- Quando ocorrerem impactos ou furos verifique também a parte interna do pneu.
4- Cumpra o código de velocidade e o índice de carga.
5- O estilo e a velocidade da direção afetam diretamente a vida dos pneus.
6- Faça uma verificação geral de condição dos pneus regularmente.
7- Nunca estacione sobre locais com óleo, solvente, etc.; eles podem causar danos aos pneus.
Dicas de segurança
• Antes de montar o pneu, verifique o estado do aro. Aros danificados criam vibrações e reduzem a estabilidade da motocicleta.
• Monte o pneu observando a seta indicativa no sentido de rodagem.
• Após a montagem, examine o ajuste entre o aro e as bordas dos talões.
• Use sempre a pressão correta para cada tipo de pneu, o que proporciona maior vida útil, excelente capacidade de aderência ao solo e maior estabilidade da motocicleta.
• Verifique sempre a calibragem indicada pelo fabricante.
• Em caso de carga, evite o superaquecimento do pneu, aumentando a calibragem (2 lbs/in2 no dianteiro e 4 lbs/in2 no traseiro).
• Pneu novo requer uma câmara nova.
• A utilização incorreta do produto, bem como impactos violentos, podem originar fissuras internas nos pneus, que podem não ser evidenciadas de imediato.
• A vida útil do pneu depende também da boa montagem. Por isso, siga corretamente as dicas.
Dicas de armazenamento
Temperatura: tentar evitar extremos e temperaturas variadas durante o armazenamento. Mantenha os pneus longe da luz solar ou de fontes de calor,pois evitará o envelhecimento precoce.
Ozônio: não armazenar pneus na presença de motores elétricos. A alta concentração de ozônio acelera o envelhecimento do pneu.
Óleo e gasolina: o contato prolongado com óleo e gasolina causa contaminação da borracha, tornando o pneu inapto para o uso. Não usar nenhum pneu que esteja exposto a óleo, gasolina, corrosivos ou líquidos não compatíveis com a borracha.
Fonte: Jornal Motovrum
Evitar a umidade e água no interior do pneu
Evitar estocar os pneus de forma aleatória, pois podem sofrer deformações na banda de rodagem e ter sua estrutura comprometida. Pneus sem câmara de ar podem apresentar vazamento.
A posição adequada para armazenar é na vertical, apoiado em dois pontos, um ao lado do outro.
O que deve ser evitado
1. Sobrecarregar a motocicleta e, consequentemente, os pneus.
2. Utilizar medidas não compatíveis com o índice de carga/velocidade da motocicleta.
3. Utilização de câmaras de ar inadequadas.
4. Utilizar pressões diferentes das recomendações do fabricante da motocicleta.
5. Uso de pneus de marcas diferentes na dianteira e na traseira do veículo.
A Polícia Rodoviária Federal criou um serviço chamado ALERTA
ALERTA: ALTA TECNOLOGIA CONTRA ROUBOS DE VEÍCULOS
O registro de Alerta não dispensa o registro na Polícia Civil.
O Sistema Alerta tem por objetivo divulgar, imediatamente após o registro, informações de ocorrências de furto/roubo de veículos nas últimas 72 horas. A probabilidade de recuperação de um veículo é maior nas primeiras horas após a ocorrência do fato, assim, o Sistema Alerta supre uma importante necessidade como uma eficiente ferramenta no combate ao roubo e furto de veículos.
Caso o furto/roubo do veículo a ser registrado tenha ocorrido há mais de 72 horas, verifique junto a Delegacia onde registrou a ocorrência se os dados já estão no sistema RENAVAM, que é a base nacional de cadastro de informações de veículos automotores.
O Alerta permite o registro de ocorrências com mais de 72 horas, entretanto, a ocorrência permanecerá na base somente para consultas.
O registro de um Alerta também pode ser feito por telefone. Basta ligar para o número da Polícia Rodoviária Federal, o 191.
Fonte: http://www.dprf.gov.br
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Morre Abraham Kasinski, fundador da Kasinski Motos
No acostamento da estrada terrena...
10/02/2012 – Faleceu ontem, em São Paulo, o empresário Abraham Kasinsky, fundador da Cofap e da marca de motos Kasinski, de uma parada cardíaca, aos 94 anos, em São Paulo.
Depois de fundar e presidir durante quatro décadas a Cofap, maior indústria de autopeças brasileira, vendeu suas ações da empresa em 1997 por US$ 25 milhões para a empresa italiana Magneti Marelli.
"Ninguém queria comprar peça nacional. Corri o Brasil, cidade por cidade, para catequizar os mecânicos", lembrava. No início dos anos 90, a Cofap chegou a empregar 18 mil trabalhadores e exportar para 97 países, com faturamento anual de US$ 1 bilhão.
Depois disso, comprou uma fábrica na Zona Franca de Manaus, passou a produzir motocicletas e emprestou o sobrenome (trocando o "y" por "i"), "para dar credibilidade aos veículos de duas rodas".
Descendente de imigrantes russos, Kasinsky permaneceu no comando da empresa de motos até 2009, quando decidiu vender a Kasinski (empresa) para o grupo CR Zongshen (parceria do empresário brasileiro Claudio Rosa e da fabricante de motos chinesa).
O enterro está programado para essa sexta-feira (10/02) no Cemitério Israelita, no bairro do Butantã, Zona Oeste de São Paulo.
Um dos comerciais da marca, protagonizado pelo próprio, pode ser visto em www.youtube.com/v/tNXHMaYwi0E
Fonte: Associação Brasileira de Motociclistas
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Conheça um pouco da história dos motoclubes no Brasil
História dos MCs nos Estados Unidos - como começou?
Os Outlaws MC, criados em 1936, reivindicaram a patente de mais antigo, mas eles realizaram duas modificações em seu nome no decorrer desse tempo e acabaram por não conseguirem provar que era o mesmo MC e, por isso, não obteve a carta patente de mais antigo MC do mundo segundo a AMA americana. Portanto, marmanjos, o MC mais antigo da América do Norte é formado por mulheres motociclistas. E nunca mais fale que moto não é coisa de mulher, ok?
A campanha da imprensa americana contra os MCs
Como se formou a imagem ruim dos motociclistas perante a opinião pública
Muitos atribuem a um filme, mas o fato que gerou todo esse preconceito contra motociclistas e MCs teve início a partir de um incidente. Tal fato acabaria definitivamente com a onda e a imagem dos MCs bonzinhos. O fato aconteceu em Hollister, Califórnia, em 4 de julho de 1947. Esse episódio foi tema de uma distorcida reportagem feita pela Revista Life onde ela misturou o novo perfil dos motociclistas ao incidente e fez com que os motoclubes não ligados a AMA ganhassem popularidade.
Naquela época, apenas os membros da AMA recebiam o certificado de motoclube o que dava permissão de competir em provas de velocidade. O mundo da competição era um fator determinante para a formação e difusão dos motoclubes nos EUA. A AMA era responsável pelas regras relativas aos seus membros, pela segurança nas corridas, bem como pela ‘imagem familiar’ que os eventos necessitavam ter para a venda de ingressos.
Em 4 de julho de 2007, uma falha de organização dentro da AMA provocou um pequeno incidente em Hollister, Califórnia e depois dele a imagem dos motociclistas não seria mais a mesma. Nesse fim de semana, ocorreu o encontro de vários motoclubes, incluindo Pissed Off Bastards of Bloomington (POBOB) e os Boozefighters Motorcycle Clubs, todos atraídos pelas corridas anuais que a AMA promovia por todo os EUA. Como estes eventos eram considerados de primeira linha, uma legião de motociclistas, membros de moto clubes ou não, se faziam presentes. Naquele dia uma mistura de álcool e adrenalina resultou em incidentes. Membros de moto clubes e não membros passaram a competir pelas ruas da cidade, regados a grande quantidade de cerveja. A confusão produziu pequenos incidentes, entre eles dano ao patrimônio e atentados ao pudor, mas nada parecido com “um cerco à cidade”, como a revista Life noticiou.
A dúvida sobre o que realmente aconteceu em Hollister sempre existirá, pois a maior parte das pessoas que viveram aquele final de semana já faleceu e por isso a verdade nunca apareça. As reportagens da época retratam Hollister como uma cidade tipicamente interiorana que foi abalada pela chegada de ‘motoqueiros arruaceiros’ que fizeram da cidade um pandemônio, no entanto, há registros de que Hollister já havia recebido outras corridas de motocicletas, inclusive a própria Gypsy Tour, em 1936. Com isso, pode-se afirmar que a cidade calma foco das reportagens, também não é verdadeira. O certo é que anos mais tarde, também em Hollister, por muito pouco, outra confusão não aconteceu. Em 1997 tentaram comemorar o aniversário de 50 anos do incidente, mas não deu muito certo, pois, de novo, a cidade não tinha capacidade de receber milhares de motociclistas.
EUA, 04 de julho de 1947, Hollister, Califórnia – O dia em que tudo mudou
O San Francisco Chronicle exagerou quando, no artigo, afirmava que “motociclistas realizavam competições em todas as ruas e entravam com suas motocicletas dentro de bares e restaurantes”. Para piorar este episódio a revista utilizou palavras como “terrorismo” e “pandemônio”. Também afirmavam que as mulheres que acompanhavam os motociclistas eram qualquer coisa, menos “senhoritas americanas”.
O artigo serviu para insuflar os ânimos na região e logo apareceram os primeiros desentendimentos que resultaram até em morte. A revista Life, em 21 de julho de 1947, aproveitando o momento, publicou um artigo usando a mesma foto do motociclista bêbado com o seguinte título: “Ele e os seus amigos aterrorizam a cidade” (Cyclist’s Holiday: He and Friends Terrorize Town). O artigo afirma que “quatro mil membros de um moto clube eram responsáveis pelo tumulto.” Mais do que um exagero essa afirmação era uma deslavada mentira, pois nenhum motoclube havia conseguido juntar, pelo menos a metade desse número, naquela época.
Bastaram apenas 115 palavras colocadas logo abaixo de uma imagem gigantesca de um motociclista bêbado para causarem tumulto por todo país. Alguns autores afirmaram que a AMA liberou para imprensa uma nota que desmentia a sua participação no evento de Hollister e indicava que 99% dos motociclistas eram pessoas de bem, cidadãos cumpridores da lei, e que os clubes de motociclistas da AMA não estiveram envolvidos na baderna. Porém a Associação Americana do Motociclista não tem nenhum registro de tal nota. A revista Life publicou o comentário de pelo menos de três pessoas, uma delas era Paul Brokaw, um proeminente editor de um periódico chamado Motorcyclist. Brokaw ‘detona’ a Revista Life considerando que a imagem publicada era totalmente descabida e mentirosa.
A íntegra da carta do editor à LIFE
Brokaw, em carta ao editor da Life destaca sua indignação com a forma pela qual o fato fora tratado pela revista:
“Senhores,
As palavras mal servem para expressar meu choque ao descobrir que o retrato do motociclista foi obviamente preparado e publicado por um fotógrafo interesseiro e sem escrúpulos.
Nós reconhecemos, lamentavelmente, que houve uma desordem em Hollister – não ato de 4.000 motociclistas, mas de um por cento desse número, ajudada por um grupo de não motociclistas apostadores. Nós, de forma alguma, estamos defendendo os culpados – de fato é necessária uma ação drástica para evitar o retorno de tais comportamentos.
Entretanto, vocês devem entender que a apresentação dessa foto macula, inevitavelmente, o caráter de 10.000 homens e mulheres inocentes, respeitáveis, cumpridores das leis e que são os representantes verdadeiros de um esporte admirável.”
Paul Brokaw
Editor, Motorcyclist
Los Angeles, Calf.
Enquanto os motociclistas comuns e as moto-organizações estavam tentando se distanciar do ocorrido em Hollister, clubes como o Boozefighters buscaram se enquadrar a ele. Assim, o evento de Hollister de 1947 era o que faltava para a consolidação dos motoclubes não alinhados a AMA, ou seja, os “Outlaw Motorcycle Clubs”. Vale ressaltar que estes MCs nunca pertenceram a AMA, logo não foram banidos ou coisa parecida como alguns informam.
Entre 1948 e princípios dos Anos 60’ os clubes de motociclistas (não aliados a AMA) se espalharam para fora da Califórnia estabelecendo um novo capítulo na história do motociclismo nos Estados Unidos. Outlaws Motorcycle Clubs tais como os Sons of Silence Motorcycle Club, surgiram no meio oeste, os Bandidos Motorcycle Club, no Texas; os Pagans Motorcycle Club, na Pennsylvania; entre outros. Durante este período, vários membros do Pissed Off Bastards of Bloomington saíram do seu clube e formaram a primeira versão dos Hells Angels Motorcycle Club (HAMC). No mesmo período, os Boozefighters, um dos Outlaws Motorcycle Clubs originais, iniciou o declínio no número de membros.
O Vietnam e os “Bebês Assassinos”
O conflito do Vietnam (1958-1975) pode ser visto como um dos fatos mais recentes que contribuíram para o aumento dos Outlaws Motorcycle Clubs. Se o retorno dos veteranos da 2ª guerra foi um fator que auxiliou na formação desses motoclubes, o conflito do Vietnam foi à pólvora que faltava para explodirem. Veteranos desse conflito eram humilhados pela população em geral. Chegaram a ser rotulados de “bebês assassinos”. Alguns receberam cusparadas e xingamentos nos aeroportos e, muitas vezes, foram recusados em bons empregos, isso após “terem cumprido com o seu dever” para com o país.
No meio dessa confusão surgem os motoclubes 1%. Eles emergem em uma escala nacional tendo como suporte o surgimento dos Outlaw Motorcycle Clubs. Para concretizar este nascimento, os clubes dominantes da época foram além. Observando a declaração atribuída a AMA (de que os arruaceiros eram apenas 1%), buscaram para si a responsabilidade de fazer parte daquele 1% que foi apontado em Hollister. Assim, criaram a organização sem regras explícitas, não alinhada a AMA, ou seja, assumidamente Outlaw Motorcycle Club e passaram a se identificar por meio de um emblema em forma de diamante com a inscrição 1%. Concordaram também em estabelecer limites geográficos ao qual cada MC teria domínio.
Um ponto significativo na evolução dos motoclubes 1% se evidenciou no verão de 1964 na Califórnia. Nesta época, dois membros do Oakland Hells Angels Motorcycle Club foram presos e acusados de terem estuprado duas mulheres em Monterey, no entanto, pouco tempo depois foram liberados, devido a insuficiência de provas. Esse episódio foi à desculpa que faltava para que o governo do estado da Califórnia voltasse os olhos para os outlaw motorcycle clubs. Ainda em 1964, o senador Fred Farr exigiu uma investigação imediata sobre os estas organizações, encargo que ficou sob a responsabilidade do general Thomas C. Lynch.
Os motoclubes ainda são a melhor forma de expressar o motociclismo estradeiro, mas é bom lembrar que todas as corridas que hoje vemos mundo afora começaram com eventos promovidos pela AMA-USA. Tais eventos foram os precursores de tudo o que vem a ser o mercado de motos hoje. Os motoclubes podem até perder o seu pique de crescimento, mas nunca vão perder o glamour.
Não é demais lembrar que uma das mais geniais jogadas de marketing da história do motociclismo foi feita pela Honda quando ela entrava no mercado americano. Honda modificou a forma de se comercializar motocicletas nos EUA, acabando com o sistema de consignações e fazendo com que o americano com cara de good boy trocasse o carro por uma scooter japonesa. Não satisfeito, Honda obteve as primeiras colocações vendendo motos e carros na terra da Harley Davidson e de Henry Ford. O anúncio, oportuno para a época, falava que você encontrava gente bonita numa Honda.
Antes de Honda as oficinas americanas usavam o sistema de consignação e abriam aos fins de semana. Honda mudou isso para o modelo que hoje ainda vigora. Mas nunca é demais lembrar que tudo isso passou a contecer quando alguém decidiu criar um clube de consumidores de motos e acessórios chamado – motoclube.
Fonte: Internet (atualização 27/10/2011)
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Fausto Maciera diz que motivo da morte de Simoncelli foi a força da pancada da moto
Domingo, 23/10/2011
Piloto morre após sofrer grave acidente no GP da Malásia do Mundial de Motovelocidade.
Fonte: globo.com
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Confira as novidades das principais marcas na 11ª edição da feira.
Evento continua até o próximo domingo (9) em São Paulo.
O principal evento do setor de duas rodas no Brasil, o Salão Duas Rodas reúne as grandes novidades para o mercado brasileiro. A 11ª edição da feira continua até o próximo domingo (9), no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo. A equipe do G1 conferiu de perto as novas motocicletas que estarão em breve à venda no país.
BMW Sertão
A BMW G 650 GS Sertão é a primeira moto da marca alemã lançada mundialmente no Brasil. Utilizando a base da tradicional G 650 GS, a BMW criou uma moto mais aventureira.
Dafra Next 250
Com motor de 249,4 cm³ de refrigeração líquida, a Next 250 é a grande atração da Dafra no salão. A moto é fruto de parceria com a marca taiwanesa SYM e tem linhas bem modernas.
Ducati Streetfighter
A Ducati Streetfighter faz sua estreia mundial no salão e deve chegar às lojas no início do ano que vem, ainda sem preço definido. Seu propulsor possui dois cilindros e alcança 140 cv.
Harley-Davidson - CVO Ultra Classic Electra Glide
A Harley-Davidson tem oito modelos no salão, entre eles o primeiro da linha CVO no Brasil. CVO Ultra Classic Electra Glide tem motor de 1.800 cm³ e custa R$ 104,9 mil.
Honda CB 1000R
Feita em Manaus, a moto chega às lojas em outubro em duas versões: a standard (R$ 38 mil) e outra com sistema de freios ABS (R$ 41 mil). Seu visual é agressivo e o motor alcança 125 cv.
Kasinski Comet 650
A Comet GT 650 é o destaque da Kasinski no salão. Esta naked derivadada esportiva GT 650R é equipada por um motor V2 de refrigeração líquida e custa R$ 19,9 mil.
Kawasaki Ninja
A Ninja 1000 é uma versão com carenagens da naked Z1000, já vendida no Brasil, com características mais esportivas. Seu motor atinge 138 cv de potência.
KTM 200 Duke
A marca austríaca KTM confirmou que comercializará a 200 Duke, no Brasil, a partir do próximo ano. A pequena Duke possui um acabamento primoroso e conta com freios superpotentes.
Brutale 1090RR
A MV Agusta, marca italiana especializada em motos exclusivas, está em nova fase no Brasil. Entre os produtos se destaca a Brutale 1090RR, uma naked de caráter esportivo capaz de alcançar 144 cv de potência máxima.
Shineray Explorer 150
Uma das novidades da Shineray no Salão Duas Rodas é a Explorer 150. Destinada a encarar tanto terra como asfalto, a explorer está equipada com motor monocilíndrico de 13,5 cv de potência máxima a 8.500 rpm.
Suzuki M 800R
A M 800R é uma versão com visual diferenciado da Boulevard M 800, que a Suzuki já vende no Brasil. Seu motor V2 de 805 cm³ refrigerado a água atinge 53 cv de potência.
Traxx Dunna 600
Aguardada pelo público desde o salão de 2009, a Dunna é um modelo trail de média cilindrada. Com pneus de uso misto, essa moto pode ser uma opção para estradas de asfalto e de terra.
Yamaha XT 660Z Ténéré
A 660 vem completar a "família" da Yamaha Ténéré no Brasil. Custando R$ 30.500, terá apenas uma versão, na cor azul, e sem freios ABS. Seu motor é o monocilíndrico de 660 cm³ gera 48 cv de potência.
Salão Duas Rodas
Quando: 4 a 9 de outubro de 2011
Horários: das 14h às 22h, de 4 a 8 de outubro, e das 11h às 19h, no dia 9
Local: Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo
Ingressos: adultos: R$ 35; crianças de 5 a 12 anos: R$ 17
Estacionamento: bolsão para 1,2 motos gratuito; carros: R$ 25; motos (fora do bolsão): R$ 15
Transporte: haverá ônibus saindo do Terminal Rodoviário Tietê para o Anhembi
fonte: http://g1.globo.com/carros/salao-duas-rodas/2011/noticia/2011/10/g1-da-giro-pelo-salao-duas-rodas-assista-video.html
O principal evento do setor de duas rodas no Brasil, o Salão Duas Rodas reúne as grandes novidades para o mercado brasileiro. A 11ª edição da feira continua até o próximo domingo (9), no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo. A equipe do G1 conferiu de perto as novas motocicletas que estarão em breve à venda no país.
BMW Sertão
A BMW G 650 GS Sertão é a primeira moto da marca alemã lançada mundialmente no Brasil. Utilizando a base da tradicional G 650 GS, a BMW criou uma moto mais aventureira.
Dafra Next 250
Com motor de 249,4 cm³ de refrigeração líquida, a Next 250 é a grande atração da Dafra no salão. A moto é fruto de parceria com a marca taiwanesa SYM e tem linhas bem modernas.
Ducati Streetfighter
A Ducati Streetfighter faz sua estreia mundial no salão e deve chegar às lojas no início do ano que vem, ainda sem preço definido. Seu propulsor possui dois cilindros e alcança 140 cv.
Harley-Davidson - CVO Ultra Classic Electra Glide
A Harley-Davidson tem oito modelos no salão, entre eles o primeiro da linha CVO no Brasil. CVO Ultra Classic Electra Glide tem motor de 1.800 cm³ e custa R$ 104,9 mil.
Honda CB 1000R
Feita em Manaus, a moto chega às lojas em outubro em duas versões: a standard (R$ 38 mil) e outra com sistema de freios ABS (R$ 41 mil). Seu visual é agressivo e o motor alcança 125 cv.
Kasinski Comet 650
A Comet GT 650 é o destaque da Kasinski no salão. Esta naked derivadada esportiva GT 650R é equipada por um motor V2 de refrigeração líquida e custa R$ 19,9 mil.
Kawasaki Ninja
A Ninja 1000 é uma versão com carenagens da naked Z1000, já vendida no Brasil, com características mais esportivas. Seu motor atinge 138 cv de potência.
KTM 200 Duke
A marca austríaca KTM confirmou que comercializará a 200 Duke, no Brasil, a partir do próximo ano. A pequena Duke possui um acabamento primoroso e conta com freios superpotentes.
Brutale 1090RR
A MV Agusta, marca italiana especializada em motos exclusivas, está em nova fase no Brasil. Entre os produtos se destaca a Brutale 1090RR, uma naked de caráter esportivo capaz de alcançar 144 cv de potência máxima.
Shineray Explorer 150
Uma das novidades da Shineray no Salão Duas Rodas é a Explorer 150. Destinada a encarar tanto terra como asfalto, a explorer está equipada com motor monocilíndrico de 13,5 cv de potência máxima a 8.500 rpm.
Suzuki M 800R
A M 800R é uma versão com visual diferenciado da Boulevard M 800, que a Suzuki já vende no Brasil. Seu motor V2 de 805 cm³ refrigerado a água atinge 53 cv de potência.
Traxx Dunna 600
Aguardada pelo público desde o salão de 2009, a Dunna é um modelo trail de média cilindrada. Com pneus de uso misto, essa moto pode ser uma opção para estradas de asfalto e de terra.
Yamaha XT 660Z Ténéré
A 660 vem completar a "família" da Yamaha Ténéré no Brasil. Custando R$ 30.500, terá apenas uma versão, na cor azul, e sem freios ABS. Seu motor é o monocilíndrico de 660 cm³ gera 48 cv de potência.
Salão Duas Rodas
Quando: 4 a 9 de outubro de 2011
Horários: das 14h às 22h, de 4 a 8 de outubro, e das 11h às 19h, no dia 9
Local: Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo
Ingressos: adultos: R$ 35; crianças de 5 a 12 anos: R$ 17
Estacionamento: bolsão para 1,2 motos gratuito; carros: R$ 25; motos (fora do bolsão): R$ 15
Transporte: haverá ônibus saindo do Terminal Rodoviário Tietê para o Anhembi
fonte: http://g1.globo.com/carros/salao-duas-rodas/2011/noticia/2011/10/g1-da-giro-pelo-salao-duas-rodas-assista-video.html
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